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Automação de backoffice para corretoras de seguro: o case AI Backoffice
Quando uma corretora cresce, o gargalo raramente é vender: é o que acontece depois da venda. O que construímos para tirar a digitação do caminho entre a proposta e a comissão.
Quando uma corretora de seguros cresce, o gargalo raramente é vender. É o que acontece depois da venda.
A proposta chega em PDF por e-mail. Alguém digita os dados no sistema. A apólice volta da seguradora e alguém digita de novo. A vigência vence em noventa dias e isso vive numa planilha que alguém precisa lembrar de olhar. O sinistro entra por WhatsApp e a lista de documentos é montada de memória. A comissão é conferida à mão, apólice por apólice.
Nada disso é venda. Tudo isso é backoffice, e é onde a produção da corretora vaza.
O que construímos, e para quem
O AI Backoffice é um CRM desenhado para a rotina de corretoras de seguro, construído pela Your Next AI. A diferença de um CRM genérico não está na tela: está no vocabulário e no fluxo. Ele fala em apólice, proposta, vigência, ramo, segurado, sinistro, comissão e renovação, porque é assim que a corretora pensa.
Um CRM genérico obriga a corretora a traduzir a própria operação para "oportunidade" e "negócio". Essa tradução é onde o dado se perde.
O mapa do backoffice de uma corretora
Antes de automatizar qualquer coisa, foi preciso mapear o que existe. A operação de uma corretora se organiza em blocos bem definidos, cada um com o seu tipo de trabalho repetitivo.
- Cotação e proposta: receber o pedido, cotar, montar o comparativo, enviar, acompanhar.
- Emissão e apólice: transmitir, acompanhar a emissão, resolver pendência, cadastrar.
- Carteira: manter segurado, apólice, vigência e ramo organizados e consultáveis.
- Renovação: saber o que vence, quando, e agir antes que o concorrente aja.
- Sinistro e ocorrência: abrir, reunir documento, acompanhar até a resolução.
- Cobrança: acompanhar parcela, avisar antes do vencimento, tratar atraso.
- Produção e comissão: saber quanto se vendeu, por quem, em qual ramo e quanto entra.
Cada um desses blocos virou um módulo no sistema. E cada um tem, dentro dele, tarefas que dependiam de alguém digitar, lembrar ou conferir.
Os agentes que rodam por trás
Aqui está a parte que não aparece na tela. A operação é sustentada por um conjunto de agentes de inteligência artificial, cada um cuidando de um tipo de trabalho. Não vou nomeá-los individualmente nem descrever como decidem, porque isso é do produto. Vale descrever o que assumem.
O que lê documento. Recebe o PDF de uma proposta ou apólice e extrai o que importa: segurado, seguradora, vigência, valores, ramo. O card nasce no funil já preenchido. Uma carteira inteira entra por planilha, processada em lote, com resultado linha a linha para conferência.
O que organiza sinistro. Quando uma ocorrência é aberta, ele localiza as apólices do segurado e monta o checklist de documentos daquele caso. A corretora deixa de depender da memória de quem atendeu.
O que conversa com a carteira. Um assistente que responde perguntas sobre a própria base: o que vence no mês, qual segurado tem qual cobertura, como está a produção de um ramo. É consulta em linguagem natural, não relatório com filtro.
Os que cuidam da comunicação. Boas-vindas, envio de boleto, aviso de renovação, régua de cobrança. Saem no canal certo, na hora certa, sem depender de alguém abrir a agenda.
O que redige. Contratos gerados com cláusulas e campos da corretora, em vez de modelo colado de outro cliente.
Todos eles ficam sob um painel único, com custo por agente à vista. Essa transparência foi decisão de projeto: automação cujo custo não se enxerga vira desconfiança na primeira fatura.
Onde entram as integrações
Corretora não opera sozinha. Ela vive entre sistemas de gestão, plataformas de multicálculo e ferramentas de assinatura. Um backoffice que não conversa com esse ecossistema apenas muda o trabalho manual de lugar.
Assinatura eletrônica. A corretora assina pela Assinafy ou pelo DocuSign, conforme o que ela já usa. O documento sai do sistema, o segurado assina pelo link e o retorno volta para o registro da apólice. Ninguém baixa arquivo, renomeia e sobe de novo, que era o ritual que consumia o dia da equipe de emissão.
Sistemas de gestão de corretora. A plataforma conversa com Quiver e Agger, que é onde boa parte do mercado brasileiro mantém carteira e cadastro. Isso importa mais do que parece: a corretora não precisa abandonar o sistema em que já opera para ganhar a camada de inteligência em cima dele. Migração forçada é o motivo pelo qual muito projeto de CRM em corretora nunca sai do papel.
A ordem em que construímos não foi acidental. Assinatura veio primeiro porque é o ponto de maior atrito com o segurado e o mais fácil de isolar. Integração com sistema de gestão é mais profunda, mexe com cadastro que já existe, e erro ali contamina a carteira inteira, então exigiu mais cuidado e mais tempo de validação.
O que não foi automatizado, de propósito
Um sistema para corretora precisa ser explícito sobre os seus limites, porque o produto vendido é confiança.
- A recomendação de cobertura. Dizer ao cliente do que ele precisa é o trabalho do corretor, e é onde está o valor da profissão.
- A negociação com a seguradora, que depende de relação e de histórico.
- A decisão sobre sinistro complexo ou caso limítrofe de cobertura.
- A conversa difícil: recusa, glosa, cliente insatisfeito.
O agente reconhece quando chegou nessas fronteiras e passa adiante com o histórico junto. Essa regra é escrita antes de qualquer coisa entrar em produção.
Três coisas que aprendemos construindo
O vocabulário não é detalhe de interface. Corretora que precisa traduzir apólice para "negócio" e vigência para "data de fechamento" acaba preenchendo campo errado. O sistema falar a língua do setor reduz erro de cadastro antes de qualquer automação existir.
A leitura de documento é a porta de entrada. É a funcionalidade que converte cético, porque o ganho é imediato e visível: o corretor manda o PDF e o card aparece pronto. Depois disso, ele aceita discutir o resto.
Custo visível vale mais que custo baixo. Colocar o consumo de cada agente à vista mudou a conversa com o cliente. Ele deixa de perguntar "quanto isso vai me custar" e passa a perguntar "vale a pena esse agente rodar nesse volume", que é a pergunta certa.
Os números que uma corretora deveria acompanhar
- Tempo entre proposta recebida e card criado. É a medida direta do trabalho de digitação eliminado.
- Percentual de renovações trabalhadas com antecedência, contra as que viraram corrida de última hora.
- Tempo de abertura de sinistro até documentação completa.
- Parcelas pagas em dia, antes e depois da régua de cobrança.
- Consumo por agente, para decidir o que vale automatizar em qual volume.
O que isso significa para a sua corretora
O padrão que vimos se repetir é simples: a corretora não precisa de mais gente no backoffice, precisa que o backoffice pare de exigir digitação.
Se você quer saber quais rotinas da sua operação têm regra clara o bastante para um agente assumir primeiro, o Diagnóstico AI-First devolve esse mapa em uma semana. E a página de CRM com IA mostra a base sobre a qual esse tipo de operação é construída.
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